Que música você é?

Segunda, 23 de abril de 2018


Diga-me o que tu ouves e te direis quem és.

Mentira, bem longe disso. Mas diga aí, que música você é?

Aquelas dos anos 2000, em que assistir clipes musicais na tv aberta era a programação do dia, com a MTV e MixTV mandando abraços? Daquelas vezes que você defendia o clipe como se fosse “seu” e ficava puto se, de alguma maneira, “alguém” resolvia tirá-lo da faixa.

Também poderiam ser aquelas músicas_cheia_de_underline que baixávamos via torrente, sem nem ao menos nos preocuparmos com os possíveis e variados ataques de vírus, como o famoso Cavalo de Troia. Dizia a lenda, ou não tão lenda assim não manjo quase nada dessas coisas, que, se o Cavalo de Troia invadisse o seu computador, ele iria direto para a placa mãe. Daí era adeus a ela e a todos os serviços prestados. Ainda sim, lá estava a gente, baixando_mais_uma_música para o nosso mp3.

Que tal aqueles cd’s todo estilizados, com um pequeno álbum contendo todas as letras compostas naquela mídia, que a gente “limpava” na camiseta? É impossível não lembrar dos meus dois primeiros cd’s que eu escutava em looping num diskman. Mamonas Assassinas e Gabriel o Pensador. Você ouvia enquanto lia a letra da música. Minha memória nunca foi boa e demoro tempo demais, mais do que gostaria, para decorar uma música.

Talvez seja aquela música que passou num filme e você nem fazia ideia de quem cantava, mas, por algum motivo, aquela música te chamou a atenção. Tudo o que te resta é tentar decorar duas ou três palavras, talvez um verso completo, e caçar na internet quem é o autor ou autora dessa obra que acabou de se revelar para você.

O rock pode ter sido aquela música que você jurava na adolescência toda que jamais abriria mão. Que nada que não fosse rock não prestava. Talvez você pode estar correto. Talvez não. A certeza é que você era muito novo e, veja só, até que a batida do funk não é nada mal, né?

De repente o pagode dos anos noventa. O funk dos anos dois mil.

As músicas eletrônicas do ensino médio e aqueles passinhos que todos faiam nos intervalos das aulas. E antes que pergunte, não, eu não sabia. Ainda não. E duvido muito que, quem soubesse, teria as manhas de dançar de novo.

Melhor ainda, talvez você seja aquela música que tinha vergonha em mostrar a todos, mas que amava mais que tudo. Tinha vergonha, certo? Ou ainda tem? Pouco importa, ninguém, além de você, consegue entender como aquela música consegue ser tão boa.

Olha só, ainda há tempo, e você pode ser aquelas músicas do Youtube e Spotify. São para essas bandas que eles tocam e você nunca teve tanto acesso para tanta música desde a época da comunidade Discografias, do Orkut. Algo que é excelente, mesmo que nos percamos com tantas opções.

Tanto som, tanta música.

Parece que o modo de viver anda lado a lado com o modo de ouvir.

Tua vida tá aí. As músicas também.

Me diga, que música é você?

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