Errar de vez em quando não faz mal, né?

Segunda, 12 de março de 2018


A gente erra por errar. A Lily já nos dizia que o errado é ter medo de errar, porque, dessa maneira, nós nunca saberíamos se aquilo foi um erro ou não.

Mas e então, foi um erro?

Talvez tivesse sido um erro o Ted ter ficado com a Robin. Talvez tivesse sido um erro o Ross voltar com a Rachel. Talvez tivesse sido em erro a segunda trilogia de Star Wars. Talvez tivesse sido um erro a nona temporada de Scrubs. Matrix Reload também poderia ter sido evitado.

E se, você contar, dará mais dedos das mãos. Um quarto e quinto Piratas do Caribe pode ter sido um erro. Batman vs Superman pode ter sido um erro. Falar que todo filme nacional não presta pode ter sido um erro. Dar um Oscar para o Leonardo DiCaprio por O Regresso e não por O Aviador, Django Livre, O Lobo de Wall Street poderia ter sido um erro.

A gente continua errando porque, no final das contas, errar faz parte.

Talvez estivessem certos, talvez não. Mas é bem isso, bastante talvez

Claro, existem, também, aqueles erros que não são erros de uma ação, e sim erros daquilo que a gente simplesmente deveria ter feito, ou deixado de ter feito. Deveria ter assistido Breaking Bad. Talvez eu deveria ter assistido Game of Thrones para entender as piadas que ocorrem na internet. Deveria ter assistido mais e mais vezes Seinfeld, bem na época que o Canal 21 pegava na minha televisão.

Como também aquele grupo de adolescentes que resolvem passar o final de semana juntos em uma casa bem no meio da floresta ou no acampamento em Crystal Lake. Claro que pegar no sono quando se tem um monstro é um erro. Subestimar zumbis é um erro. Comprar bonecos de um metro e meio é um erro maior ainda. Teimar em ficar em casa depois dos vídeos revelarem que as coisas se mexem sozinhas, não chega a ser um erro, a gente pode chamar de teimosia.

Foi mal aí pelo vacilo

Se os erros estão aí, como evita-los se, por si só, sabemos que eles acontecerão?

Bem, daí seria um erro acreditar que os erros podem ser evitados. Talvez possam ser prorrogados, não é mesmo?

Então, voltando lá para a frase da Lily, que abre esse post, um não podemos temer em errar porque, caso a gente não faça, nunca saberemos se um erro foi, ou não, de fato, um erro.

Talvez o caminho seja continuar em frente.

Acertando e errando.

Às vezes acertando um pouco mais, um pouco menos, mas indo em frente.

E então, já errou bastante?


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